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Publicado em fevereiro 26th, 2018 | por Francis Weslen

Review – Invasores do Mar do Norte

Review – Invasores do Mar do Norte Francis Weslen
Compreensão das Regras
Componentes
Arte
Estratégia
Envolvimento
Rejogabilidade

Summary:

4.5


User Rating: 3.5 (2 votes)

O que seria da vida de um viking sem saquear? É exatamente disso que se trata o jogo Invasores do Mar do Norte. Cada jogador vai juntar seu grupo de vikings, equipá-los com provisões e recursos para atacar portos, entrepostos, monastérios e fortalezas. Seu objetivo é conseguir espólios valiosos e pontos de prestígio fazendo oferendas, melhorando suas armas, com tripulantes honrados e morrendo. Sim, a morte de um viking é uma coisa grandiosa se feito em uma batalha. Vamos ver mais sobre esse divertidíssimo jogo de vikings.

Componentes

A produção do jogo está impecável. Cartas de qualidade, cartonados com gramatura interessante, ilustrações muito bonitas, marcadores de madeira imersivos e até moedas de metal! Você pode até não gostar do jogo, mas é bonito de se ver na mesa.

O que vem na caixa: 1 tabuleiro, 71 cartas de aldeões, 4 cartas de navio (em 4 cores), 16 fichas de oferendas, 12 marcadores de pontuação (em 4 cores). Marcadores em madeira: 18 de Valquíria, 18 de ouro, 18 de ferro, 26 de gado. 32 marcadores de provisões, 32 moedas de prata (metal), 7 meeples pretos, 11 meeples cinzas, 12 meeples brancos, 2 dados e 1 bolsa preta.

Componentes muito bons em Invasores do Mar do Norte

O jogo

Invasores do Mar do Norte é um jogo muito legal de gestão de mão, coleção de componentes e uma diferente alocação de trabalhadores. Você sempre começa e termina o seu turno com um trabalhador na mão. Isso significa que em alguns lugares do tabuleiro, você vai fazer ações ao colocar o trabalhador e ao retirar. Ou seja, você vai colocar um trabalhador em um espaço e retirar um trabalhador diferente para começar o próximo turno.

O objetivo do jogo é conquistar pontos. Isso é feito com os aldeões que compõem a sua tripulação, ao fazer saques, oferendas e subir nas trilhas de armamento e Valquírias. Vamos ver mais sobre isso.

Preparação do jogo

Coloque o tabuleiro no centro da mesa e os espólios dentro do saco preto: Valquírias, ouro, ferro e gado. Misture-os e em seguida coloque nos espaços de incursões, indicados no tabuleiro com escudos verdes a quantidade colocada em cada espaço. Depois, retire os itens que sobrarem para formar o estoque do jogo.

Embaralhe as cartas de aldeões e coloque próximo ao tabuleiro. Embaralhe as fichas de oferenda e deixe-as próximo ao seu espaço no tabuleiro, abrindo as três primeiras do monte. Coloque as moedas de prata e as provisões próximos ao tabuleiro e ali perto, os dados.

Coloque os trabalhadores cinzas e brancos nos lugares de incursão indicados no tabuleiro. Coloque também 1 trabalhador preto em cada um dos seguintes espaços: Portal da Cidade, Salão Principal e Tesouro.

Cada jogador escolhe uma cor e recebe 1 carta de navio da sua cor, 2 pratas, 1 trabalhador preto e 5 cartas de aldeões. Eles devem escolher 3 dessas e colocar as que sobrarem no fundo do baralho. Por fim, coloque um marcador de pontuação de cada jogador no zero das trilhas de Armamento, Valquírias e Pontos de Vitória. Os jogadores rolam os dados, quem conseguir a maior soma é o primeiro jogador.

Prepare sua tripulação para invadir os mares do norte!

As rodadas

O jogo acontece em rodadas, com cada jogador realizando o seu turno. Ele pode escolher entre uma das duas ações: 1 – trabalhar ou 2 – saquear. As rodadas acontecem até se cumprir 1 das 3 condições: acabarem as fichas de oferenda, não restarem marcadores de Valquírias no tabuleiro ou restar apenas 1 espaço de fortaleza para ser saqueado.

1- Trabalhar

Trabalhar, é utilizar os trabalhadores na região da vila, na parte inferior do tabuleiro. Quando trabalhar, o jogador coloca o seu trabalhador e realiza a ação do espaço. Em seguida, retira outro trabalhador de outro espaço da vila e faz a respectiva ação. Note que alguns espaços requerem uma certa cor de meeple e em outros, a ação tem um efeito diferente para cada cor. Vamos ver cada espaço de trabalho e o que faz:

Portal da Cidade: pegue 2 cartas de aldeões. Não esqueça que o limite de cartas na mão é de 8 no final do seu turno.

Salão Principal: jogue uma das cartas da mão e realize a ação indicada com o mesmo símbolo do espaço, no canto inferior direito.

Tesouro: descarte 1 carta para ganhar 2 moedas, ou 2 cartas para ganhar 1 ouro.

Casernas: contrate um novo tripulante, das suas cartas da mão, pagando o custo indicado em moedas. Seu navio pode ter no máximo 5 tripulantes.

Arsenal: (somente meeple branco ou cinza) gaste 1 de ferro para subir 2 espaços na trilha de armamento, ou gaste 2 moedas para subir 1.

Moinho: pegue provisões ou ouro, de acordo com a cor do trabalhador. O preto dá 1 provisão, o cinza 2 e o branco 2 provisões ou 1 ouro.

Prateiro: pegue moedas, de acordo com a cor do seu trabalhador. O preto dá 3, já o cinza ou branco somente 2.

Casa Comunal: nesse espaço, é possível fazer uma de duas ações: trocar 1 gador por 2 provisões ou ofertar bens ao chefe da tribo. Ao ofertar bens, o jogador descarta os itens indicados em uma das fichas de oferenda e pega a ficha para si. A ficha ficará virada para baixo e só pontuará no final do jogo.

Os espaços de trabalho em Invasores do Mar do Norte

2 – Saquear

Para saquear, é preciso verificar os requisitos mínimos de cada espaço, indicado. Geralmente é preciso ter uma cor específica de trabalhador, um certo número de tripulantes em seu navio, provisões e ouro para saquear cada região. As provisões e o ouro utilizados são descartados.

Com uma tripulação dessas vai ser bem fácil saquear

O saque acontece em 6 passos:

  1. Coloque o seu trabalhador no espaço requerido.
  2. Pague o suprimento o ouro necessários.
  3. Role dados indicados no espaço e some seu valor ao total de sua Força Militar,para determinar os pontos ganhos. Força militar é a soma de seu armamento com o poder militar de cada tripulante e seus bônus, além dos valores dos dados.
  4. Receba pontos extras que sua tripulação dá.
  5. Pegue os itens de espólio do espaço e o trabalhador que ali está.
  6. Se nos espólios houverem marcadores de Valquíria, para cada uma, o jogador precisa descartar um de seus tripulantes. Em seguida, ele deve andar com seu marcador na respectiva trilha, um espaço para cada Valquíria. Esses marcadores voltam para o suprimento do jogo.

Espaços de saques

Os pontos adquiridos no saque são marcados na hora, exceto os espólios (que valem pontos no final do jogo) e as Valquírias.

Final de jogo

Assim que uma das condições de final de jogo acontecer (acabem as Valquírias do tabuleiro, só 1 espaço de fortaleza e terminarem as fichas de oferenda) é dado o gatilho de final de jogo em Invasores do Mar do Norte. Depois disso, todos os jogadores, inclusive o que deu o gatilho, jogam uma última rodada.

Pontuação final

Os jogadores adicionam os pontos extras, de acordo com alguns critérios. Primeiro eles recebem os pontos indicados, de acordo com o espaço que seu marcador atingiu na trilha das Valquírias. Depois fazem o mesmo na trilha de armamento. Em seguida, revelam suas fichas de oferenda e marcam seus pontos. Também verificam pontos dados pelos tripulantes. Por último, pontuam os espólios que sobraram: um ponto para cada ouro e ferro e 1 ponto a cada 2 gados. Quem possuir mais pontos depois disso, é o vencedor. Em caso de empate, ganha quem estiver mais a frente na trilha das Valquírias. Se o empate persistir, o desempate acontece pela trilha de armamento.

O jogador amarela leva a partida!

Considerações

Invasores do Mar do Norte é um jogo diferente e bem divertido. Sem muito peso de regras, mas com algumas alternativas para pontuar. O charme do jogo pra mim é o sistema de alocação e desalocação. Você coloca um trabalhador e faz a ação, depois tira e faz outra ação. Isso dá uma quantidade de estratégias muito interessante e formas de bloquear as ações dos adversários. As mecânicas também conseguem se relacionar bem com a temática viking do jogo.

Ele te faz pensar em pelo menos três alternativas de ações para fazer enquanto roda a vez dos outros jogadores,porque você dificilmente vai saber em qual espaço vai estar livre na sua vez. A ordem em que você coloca e tira, realmente faz toda a diferença e maximizar isso é o grande segredo do jogo.

Cada partida vai oferecer desafios diferentes, pela configuração de espólios e localização no mapa, além dos tipos de jogadores. Jogadores mais imediatistas, podem partir pra cima com tudo, enquanto jogadores mais planejadores podem ir com mais calma.

O único ponto negativo do jogo é a rejogabilidade. Por conta de poucas fichas de oferendas e os aldeões que não tem muita variedade. Mas, ainda assim, vai levar uma boa quantidade de partidas para que você enjoe do jogo.

Invasores do Mar do Norte vai agradar tanto a novos jogadores, quanto a heavy gamers que gostam de jogos divertidos e apreciadores de um euro de peso médio. Roda bem em qualquer quantidade de jogadores, mas em 2 pode ser um pouco “frouxo”, mas nada que atrapalhe. No mais é só alegria!

Dica de estratégia

Uma das estratégias iniciais, é focar em pegar ferro para aumentar o armamento. Com armamento alto, você consegue mais força para saquear. Outra estratégia válida, é fazer muitas oferendas. Isso pode acelerar um pouco o jogo, mas ainda assim pode ser válido. Outra opção é a trilha das Valquírias, que dá muitos pontos no final.

Entre essas 3, a que deu mais vitórias, foi a de focar na força militar. Mas, a mais certeira, é a que consegue pontuar em todos os lugares. Talvez um foco em um dos lugares e alguns outros complementares vão te levar para o caminho da vitória.

O que gostei em Invasores do Mar do Norte

  • Mecânica envolvida com a temática
  • Alocação de trabalhadores diferente;
  • Divertido e rápido;
  • Roda bem para qualquer quantidade de jogadores;
  • Arte e componentes incríveis.

O que não gostei em Invasores do Mar do Norte

  • Rejogabilidade.

Indicado para

Fãs de euro games, jogos de alocação de trabalhadores, jogos com o tema viking.

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Sobre o Autor

Designer, viciado em games digitais, quadrinhos e financiamentos coletivos.



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