Sentiram a minha falta na semana passada? Mas, fique tranquilo que hoje tem SpellTable, Peaky Blinders e Ragnarocks. Segundo as regras da convenção sindical dos escritores de coluna de notícias sobre games, temos o direito de substituir qualquer novidade de interesse geral por uma jogatina. Individual e egoísta sim, mas legítimo.
Quero dizer, polêmicamente, que sou jogador por um bom período de tempo. Isso em relação ao nosso hobby de jogos analógicos e, porque não dos digitais também. Este é um dos que recebeu com certa demora uma demanda social que já passou do momento de ser reparada. Estou falando da presença das mulheres nas mesas e controles. Fico até meio chateado quando transito por aí e rola qualquer estranheza com esse assunto.
Como prefiro as mesas com mais pessoas e os eventos mais frequentados (quando possível), quero mais é que a mulherada meta o pé na mesa e assuma cada vez mais o seu lugar. Seja jogando, falando, ganhando e produzindo. Por isso vira notícia a iniciativa recente do BGG que nesse mês de março estampa sua página inicial com a presença de algumas mulheres com trabalho significativo para o Hobby. Lembro que dia 8 de março é o dia de falar que todos os dias são delas e que a Meeple BR junto da Liga de Mulheres Tabuleiristas vão fazer um barulho no cenário de jogos. Claro, vamos convidar as mulheres a participar, mas isso é assunto para semana que vem!
SpellTable
Semana vai, semana vem e dentre as novidades sempre pinta algo para ser dito sobre a digitalização do analógico. Em parte causado pelo momento que vivemos e como essa situação despertou a necessidade dessa opção. Provavelmente, está nos colocando diante de um mercado que não deve recuar.
A popularização dessas tecnologias não vai tirar o brilho ou reduzir a graça dos encontros presenciais, mas tem colocado uma nova perspectiva e trazido a chance de nos conectarmos com pessoas diferentes e também de jogar coisas diferentes.
A novidade agora é o SpellTable, uma plataforma desenvolvida pela Wizards of the Coast para o card game, Magic: The Gathering, jogo pelo qual muitos foram iniciados. A plataforma é uma solução encontrada pela editora para atender os muitos jogadores que não queriam se ver obrigados a parar de jogar e participar dos torneios realizados pelas lojas. Isso também favorece a continuidade do mercado, que é essencial para que os lojistas que sobrevivem da venda do jogo não parem de trabalhar.
Por hoje é só pessoal! Confira a nossa última publicação, clicando aqui.
E aí, qual notícia chamou mais a sua atenção? Conte pra gente nos comentários e até a semana que vem!
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Texto por Pedro Miranda do O Guia do Jogador.

Imagens: Board Game Geek.




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